quinta-feira, 17 de abril de 2014

Resenha Elaborada do Livro (Raízes do Brasil); Entregue nas “Faculdades Integradas Ipiranga". Como horas complementares. Curso: Licenciatura em História. Turma LHN02. Aluno: Sebastião Pereira Viana Júnior.











              

                                                                                                          
 RESENHA ELABORADA DO LIVRO RAIZES DO BRASIL PARA ATIVIDADES COMPLEMENTARES [1]
Raízes do Brasil, Publicado em 1936. Por Sérgio Buarque de Holanda Temas principais: É o Perfil do Homem Cordial; E a Falta de Educação na Colônia Portuguesa em comparação com a Espanhola. E uma problemática sociedade Brasileira. E a falta de importância a que se dava a educação no Brasil, pouca comparadas com outras colônias. Editora Companhia das letras. Ano 2013

Sebastião Pereira Viana Júnior[2]
Raízes do Brasil
É um livro que, aborda principalmente o perfil do brasileiro, o homem cordial. Mas também fala do freio religiosa ao nosso desenvolvimento,a revolução protestante, logo capitalista passou longe do Brasil, por isso ele levanta a teoria de que o atraso econômico do Brasil se dá em nossas origens religiosas com Portugal, muito católica.                      É uma obra com a visão marxista e com base no trabalho de Max Weber. Ao lançar essa obra, foi uma polemica onde o autor Sérgio Buarque, foi a fundo na investigação e supôs que o brasileiro é cordial e respeitador, diferente do jeito europeu frio, Raízes do Brasil, também é uma critica a elite hierárquica brasileira, acreditando ser eles o responsável pelo atraso que caberia ao Brasil, como pobreza, tudo porque uma elite com traços reais imperava aqui.                                                                     O conflito entre o barão de Mauá e a elite de vida copiada de sociedades mais avançadas, cada uma nas suas respectivas formas. Inglaterra, Espanha, Portugal.O Brasil foi colonizado por homens que tinham como principal razão a aventura, para eles não importa o planejamento de um futuro sólido, referente ao geral de sua sociedade, diferente de seus rivais que se lançaram ao mar, que enxergaram o seu patrimônio como algo a evoluir não apenas financeiramente, mas tecnicamente quer dizer eles estavam morando na Europa.                                                                                                   Mas sabiam administrar todo seu país como um órgão, e não apenas se dá ao luxo e ao orgulho de viver o momento luxurioso. Segundo o autor, o Brasil de hoje se vai bem ou mal, a culpa é dos colonizadores, radicalmente quis dizer que estamos atrasados, e se o Brasil é do 3º mundo uma expressão hoje pouco falada é porque os novos colonos não cuidavam nem do seu país, nem da Colônia, a não ser se preocupar com seus caprichos.                                                                                  Segundo o livro as nossas não foram apenas máquina de manobras das elites, aqui no Brasil a classe popular fez e traçam o seu destino mudando os números de sua história de um país que era completamente rural por herança de apenas uma elite, se tornaria uma nação mais tarde. 
Fronteiras da Europa (pagina. 29)
Partindo da Europa, percebemos que existem vários mundos, várias sociedades diferentes. Cada uma com um patamar de forma de vida, que poderá causar a novos mundos uma conseqüência a sua cultura devido à chegada desses novos seres que vivem nessa sociedade.A nossa sociedade é fruto de uma hierarquia de má conduta em termos de administração e organização, particularmente a portuguesa, como já dito.                O novo ser de novo mundo traria para cá uma ordem que nem pertencia a esse mundo terreno, eles vivem sob uma ordem divina, até para si mesmo a elite acreditava ser os escolhidos dos céus para comandar o restante.                                          Em Portugal a separação em classe da nobreza, das elites era quase inexistente, mesmo que houvesse um privilégio para a hereditariedade da realeza, a outra classe portuguesa tanto a nobreza como o rei, quase não havia diferença, por isso acreditava haver aí muitos conflitos.                                                                             Em Portugal era comum um individuo for saído das massas, fazer nome e se entregar a classes altas, e ao mesmo tempo voltar para a classe baixa, dependendo das circunstancias, até a nobreza fazia-se que sente entre as massas, tanto na comida, como davam seus filhos para alguns escolhidos a educá-los, cedendo-lhes alguns privilégios.               Seria essa forma de vida na península Portuguesa, e se adaptar a outras necessidades decorrentes da forma que o mundo se transforma seria quase impossível, seria fácil eles levarem seus modos e continuarem do mesmo jeito, tanto que no decorrer do tempo eles ficaram para traz essa relação com outros países.                        As duas nações que se lançaram de imediato as navegações principalmente Portugal não ousava contestar a tradição imposta pela Igreja no caso seria isso sempre, ao contrario da ética calvinista que fizeram uma transformação, seria o advento da economia para os portugueses, seria irrefutável ver as classes baixas tomar as rédeas de uma sociedade, ou fazer uma mudança contraria a tradição escolástica. A ultrapassada forma de viver da fidalguia estava se prejudicando as condições e as necessidades de mudança no Estado.
Uma Elite
Por ser de natureza que sua posição de fidalguia, ou nobreza seja intocável, parece que essa lembrança, nos deu uma crise que acabou renascendo com a ditadura, onde uma elite ficaria no topo e comandar um Estado.    Parece que isso tem haver como os portugueses justificavam de viver simplesmente, uma elite cheia de glamour e riqueza.                                                                                            Realmente a Igreja teve influencia de peso em Portugal a forma subserviente como queria a Igreja que o homem fosse esquecendo a instituição ou o Estado, e vivendo apenas em uma sociedade por viver, sem mais contestação ou mudança quer dizer, o rei seria para sempre rei e jamais mudará.                                                     Acredito que o trabalhador continua submisso como se fosse uma tradição religiosa, desde os tempo medievais, essa submissão e cultural no Brasil hoje está enraizada em nossa cultura.
Trabalho e Aventura (pagina. 41)
Os portugueses se acharam melhor preparados para começar uma expansão marítima, de fato é verdade, porém teria sido melhor para nós uma colonização holandesa, com pessoas com uma mentalidade mais aberta e menos conservadora de sua posição tradicional na sociedade.                                                           Acredito que o tipo português, representa o aventureiro, quer dizer aquele que colhe a fruta, mas não se importa com a árvore e nem em plantá-la, foi esse tipo de homem que nos colonizou, que ao contrário do trabalhador vê a árvore procura conhecê-la e vive em um problema para transformá-la a seu favor e não o ignora ou passa por cima como os nossos colonizadores.                                                                      O contraste entre o aventureiro e o trabalhador preserva o que é seu e procura evoluir, o aventureiro vive apenas de sua o fator da natureza também representa um elemento favorável a hegemonia dos aventureiros, por ser o Brasil um país extremamente favorável a atividade agrícola. A imensa riqueza não se tornaria sólida com o passar do tempo.                                                                            Ao invés do trabalhador, ele preferiu escravizar os índios ou pelo menos tentar já que esse não aceitava as condições de uma nova forma de vida, foram buscar na África, lugar onde era melhor para o homem se adaptar as formas que os portugueses necessitavam escravizar e mandar e viver como um soberano.                                 Sobre a classe trabalhadora na colônia, e a mistura das raças, era até aceitável, um descendente de português, com índio, ou negro assumir um posto, mas era negado aos índios e negros de roça para assumir um cargo que seria respectivamente a branco.Para os portugueses o negro era o mais impuro das raças na colônia, nem era visto com bons olhos a união do negro e o índio que para eles, iria contaminar a pureza do índio.                                                                                                 As classes existentes na época da colônia com referencia a prioridades administrativas, com os cargos dependiam muito da atividade trabalhista, podendo o individuo realizá-la, uma atividade pouco importante, mas se tivesse qualificação correspondente a sua época, ele jamais seria eleito para exercer algum cargo, era realmente uma cultura comercial, mas individual, não havia uma organização para toda sociedade.                                                                                                 A cordialidade que tanto fala o autor pode estar ligada porque o gênero humano que estava em posição de se ver obrigado a baixar a cabeça. Aliada a uma força de opressão histórica desde os primórdios quando atacaram índios e escravizaram os africanos.                                                                                                   Com o passar dos tempos iam surgindo os brasileiros que iam vivenciando essa caótica colonização. Não é a toa que o processo de desenvolvimento capitalista português era atrasado e continua até hoje como castigo por desleixo em perseguir até aqueles que tentavam procurar outra forma de vida, ou de produzir com melhores técnicas ou arrumar um meio de mudar os seus meios técnicos para agilizarem e melhorar a sua maneira de dominar a terra.Nos descendemos de homens de muita crença e fé, até na Carta de Pero Vaz de Caminha, mostra isso, quando ele fala que seria o melhor salvar o gentil.                                                                                 Numa terra de pessoas extremamente tradicionais e radicalmente ligadas as suas raízes hierárquicas e de um nativo e de um oprimido africano não menos desenvolvidos do que os nativos, seria impossível a instalação de uma ética protestante ou outra cultura mais materialista se adaptar aqui, como os calvinistas holandeses.
Persistência da lavoura do tipo Predatória
Parece que a sociedade da América e européia não estavam muito distante, quando de repente a plantação, as técnicas européias foram desenvolvidas na Europa, e para cá vieram, mas não se tornando algo inédito, mesmo os índios brasileiros, como as sociedades pré - Colombianas já faziam uma técnica até ai nada novo. Continuaram com as técnicas já existentes antes da sua chegada.                                                     Infelizmente parece que o clima ou a forma da natureza do Brasil não foi favorável a agricultura, tanto que os europeus assim como portugueses e alemães aqui tiveram que manter a forma de cultivo conhecida ou retrocederam do arado para a enxada o que representa uma volta no tempo e um atraso. Tecnicamente e economicamente para o futuro e a época.                                                            Se a terra fosse queimada, não renderia o necessário do que fosse arrebatada com enxada. O arado causaria perfurações e ajudaria a proliferação de mosquitos. As técnicas encontradas foram sendo descobertas para driblar a dificuldade da terra arborizada, tanto pelos europeus, até pelo homem pré colombiano que tinham suas técnicas, porém, aqui os portugueses chegaram com a técnica da enxada a atravessaram séculos com a mesma.
Herança Rural (pagina. 71)
Ainda hoje o Brasil é completamente rural, e com técnicas atrasadas para a nossa época.Um Brasil extremamente rural e com uma classe tradicional rural e com uma classe tradicional rural, onde seus filhos adquiriam intelecto liberal estudando na Europa, onde esses impreguinariam o parlamento que mais tarde fariam as nossas mudanças, a mudança veio da classe dominante filhos, herdeiros dos antigos senhores.               A mudança do sistema feudal, essa já depois de ter deixado os senhores extremamente ricos e pelo surgimento de uma classe que não tem sua herança rural, também tiveram influencia para a abolição da escravatura.                                               A Inglaterra teve grande influencia sobre a libertação dos escravos, pois eram eles a maior potencia da época, até sentiam navios negreiros no Brasil. Continuam com essa atividade num país em formação e mal distribuído era um mal necessário para a elite rural.                                                                                                 As riquezas ou as unidades existentes no Brasil com as suas e as chibatadas à custa do trabalho escravo pertenciam aos Portugueses. O brasileiro estava a ver navios com a sua terra.                                                                                           O sistema escravista estava sofrendo desintegração a partir do grande país capitalista da época que intensificava a apreensão aos navios de tráfico humano e vinham gradualmente caindo. Enquanto o tráfico acabava, uma atividade comercial crescia impulsionada pelo Barão de Mauá. Seria a capitalista, regida por bancos, indústria.                                                                                                        Começaria a entrar em choque no Brasil duas culturas, capitalista e feudalismo, de um homem extremamente patriarcal e outro com suas bases criadas nos moldes burguês, ambos vindo do outro lado do planeta. Os estilos de vida estavam entrando em conflito mesmo com seu jogo de cintura, o Barão de Mauá acabara entrando em choque com os homens de uma cultura, ou até mesmo biológicas de tradição e respeito e não improviso, mudança e revolução como é característica dos burgueses.                     O patriarca português ou brasileiro, não descende recentemente de Portugal, mas muito antes de Roma, onde se iniciava os modos patriarcais e passava de geração em geração, onde o centro era sempre mantido, o chefe familiar, onde mandava executar qualquer cosia que não lhe era conveniente, como condenar alguém a morte, sem dar satisfação a ninguém.                                                                                              Para o homem que estava começando ou o português, ou brasileiros que estavam começando suas raízes para eles era inconcebível que um homem comum viesse erguer um império, em vista a resistência contra esse, por não carregar a herança da família tradicional.                                                                                                      Um trecho do livro alega que a adaptação do trabalho ao trabalhador, é prejudicial para o homem cordial, isso que é uma característica da burguesia. O emprego de novas técnicas e máquinas pra diminuir a mão de obra, isso para o homem cordial era intolerável.                                                                                    Num Brasil completamente feudal, com suas bases como vivencia nos grandes senados da Europa, enquanto o Brasil procurava manter as bases e os costumes do seu sistema, como ocorreu na Europa, parecia que o Brasil estava parado no tempo em meio às revoluções e acontecimentos de um mundo transformação.                                      O surgimento do Brasil como classe é incontestável na sua inexistência por uma nação que já nasceu com moldes feudais, com homens que de costumes seculares dificilmente encontraria aqui uma classe que ameaçava a sua existência.Os pequenos comerciantes que existiam sofriam com as hostilidades do rei do feudo, que não deixaria seus costumes mesmo que o sistema se tornasse presidencialista.                             O homem cordial do Brasil recebiam títulos de nobreza, que eram considerados até altos para o cidadão português, a vida na colônia se resumia no centro rural aonde o senhor feudal dificilmente ia à cidade a não ser para festas até nos centros urbanos, os moradores dificilmente paravam em suas casas, pois tinham que passar o dia nos trabalhos manuais.                                                                                         Nos dois primeiros séculos a vida pouco se resumia a vontade do senhor feudal, e a lavoura, depois começaria uma transformação no cotidiano das pessoas ainda assim as pessoas ainda eram rústicas e sem condição de exercer um cargo administrativo, os instruídos estavam na fazenda como o senhor feudal.
"O PREDOMÍNIO ESMAGADOR DO RURALIMOS,S EGUNDO TODAS AS APARENCIAS, FOI ANTES UM FENÔMENO TÍPICO DO ESFORÇO DOS NOSSO COLONIZADORES DO QUE UMA IMPOSIÇÃO DO MEIO".
O Semeador e o Ladrilhador  (pagina .93)
         O crescimento das cidades, representa uma forma de criar uma fronteira entre o que já existe e tem dono, sobre um controle hierárquico, e uma nova área, ou forma de vida, seria uma espécie de se libertar da dominação.                                                 Só que na colônia portuguesa, as cidades cresciam desordenadamente sem qualquer planejamento, talvez sem conhecimento que elas estavam se desenvolvendo peculiarmente, ao contrário de colônias espanholas, que era tido com total organização as cidades.                                                                                                         Buscar os erros porque Portugal colonizou o Brasil de forma tão peculiar, sem um estado ou organização e como deixaram passar em sua história um erro de administração tão grotesco desse ao percebermos a história do império romano, onde as cidades que procuravam desenvolver a economia, e não ficar numa história banal de rei e súditos eternamente, pois era isso que o português cordial acreditava. E por tradição não teve condições de renovar e de mudar o mundo a seu favor, até porque ele era cordial e queria respeito.
"O HOMEM PODE INTERVIR ARBITRARIAMENTE, E COM SUCESSO, NO CURSO DAS COISAS E DE QUE A HISTÓRIA NÃO SOMENTE "ACONTECE", MAS TAMBÉM PODE SER DIRIGIDA E ATÉ FABRICADA".
A forma ultrapassada de colonização que se assemelha as épocas romanas, antes de Cristo se fazia presente na atual colônia portuguesa, outra critica é que as colônias Espanholas, eram instaladas nas universidades para estudarem os filhos da América, aqui não existia.                                                                                            O objetivo de Portugal, pelo menos se mostrou no mínimo claro, tornar as terras descobertas uma espécie de colônia, seria apenas para extrair riquezas, parece que faltava a metrópole cuidar melhor da colônia.                                                    As colônias bem cuidadas pelos seus vizinhos, usavam o transporte marítimo, que seria uma boa opção, embora aqui Portugal não permitisse tal atividade. Fica uma incógnita no ar, será que Portugal estava tentando deter a povoação do Brasil com algumas medidas, até pelo fato de permitir apenas as capitanias hereditárias de ficarem no litoral, entre outras de impedimento da entrada marítima pelos rios da Amazônia.         A sua cultura rural lhe propicia uma forma de colonização digamos que contraria ao desenvolvimento das colônias, ela foi litorânea e era tido como interior e sem importância as anteriores que cresciam para dentro do Brasil. Uma critica muito construtiva a respeito da educação defasada na colônia e no Brasil de hoje sugere que nada mudou na forma de ensinar no Brasil de hoje e na colônia do século XVIII.
Um novo homem
 O surgimento de uma nova forma cultural ou genética, original dessa região de São Paulo, aparentemente eles não estimulavam a hegemonia da cidade, por causa da força da coroa, mas sempre que podiam a faziam, poderíamos dizer o surgimento de um novo brasileiro.
 "NO PLANALTO DE PIRATININGA NASCE NA VERDADE UM MOMENTO NOVO DE NOSSA HISTÓRIA NACIONAL. ALI PELA PRIMEIRA VEZ, A INÉRCIA DIFUSA DA POPULAÇÃO COLONIAL ADQUIRE FORMA PRÓPRIA E ENCONTRA VOZ ARTICULADA A EXPANSÃO DOS PRIMEIROS PAULISTAS NÃO TINHAM SUAS RAIZES DO OUTRO LADO DO OCEANO".
Nesse lugar, vale lembrar que a mestiçagem prevalia com índios, forasteiros, isso quer dizer que não apenas em São Paulo, mas em toda colônia, em qualquer parte do Brasil, onde houvesse o surgimento e a mestiçagem com índios no meio da fusão biológica, e por conseqüência do meio, nasceria um homem sem padrões cordiais e apto a evoluir as cidades e transformar a paisagem.                                                        Em pleno século XVIII, os portugueses ainda queriam viver numa sociedade arcaica, onde ele empregava leis e punição, contra aqueles infratores que tentavam sair da influencia do senhor central.                                                                               Com a descoberta de um país rico em minérios em vista da relutância dos exploradores, o governo português colocou mais ordem nas terras descobertas, tudo para ter o controle da riqueza, resumindo as pessoas não tinham liberdade, tinham que se submeter à vontade o pai.                                                                                           A expansão ultra marina portuguesa ocorreu como um processo natural de Portugal, pois os grandes mares, a aventura seria característica  desse povo, tanto que no Brasil eles procuravam habitar de forma igual como era seu país de origem, toda uma costa a beira mar, enquanto os espanhóis entravam a pé para dominar povos indígenas, para um povo não habituado a mudanças, encontram uma terra onde seria de grande extensão com índios falando a mesma língua seria uma vantagem.
"O DESEQUILÍBRIO ENTRE O ESPLENDOR RURAL E A MISÉRIA URBANA JUSTAMENTE ESSAS DUAS MANIFESTAÇÕES SÃO DE PARTICULAR SIGNIFICAÇÃO PELA LUZ QUE PROJETAM SOBRE AS FASES INTERIORES DE NOSSO DESENVOLVIMENTO".
Quando falamos que a colonização portuguesa era de total exploração, sem ao menos se importar com os habitantes, não podemos confundir com mercantilismo que se expressou deflagrando as guerras mundiais, pois o mundo já estava dividido, no caso da colonização, Portugal era a única entre as nações cultureiras a manter uma colônia de exploração em vista da sua cultura milenar de reinos.                                                    Num certo momento os portugueses permitiram a entrada de estrangeiros, em vista da forma como tratavam o e o mercado logo percebem serem incompatíveis com sua forma de vida, mesmo cobrando 10% em suas mercadorias sobre seus produtos, mas tarde foi proibido a estrangeiros, tendo inclusive que usar a força para tirá-los do Brasil.
Começo da Revolução Burguesa
         Parece ser inevitável que uma revolução, mesmo em terras onde nossa herança vem de um índio, que se acomodava com a vasta oferta de alimentos nas matas, da cordialidade do beneficio do português. E de onde sairia do povo uma classe que aos poucos se desvincularia dos moldes tradicionais patriarcais, dando ênfase ao trabalho e ao mercado.                                                                                                 Nossa herança da cultura do beneficio, igual aos que se aventurava nos mares, nenhum pertencia à classe baixa, ou eram fidalgos ou nobres. Com exceção de Cristovão Colombo que não era nobre, sua competência o levou a ser nomeado vice rei nas terras descobertas, competência e na que em Portugal jamais poderia aparecer por causa dos privilégios. Classe que houve uma mudança, uma transição biológica do português com o índio o que acontece hoje não é como antes dos senhores feudais, mais acontece no cotidiano de cada um.
A Questão da Igreja
A longa e sem futuro empreitada portuguesa sobre a colônia vem sendo acompanhada de perto pela Igreja, talvez com certa influencia de sua crença em um homem respeitador e ditador das normas humanas.Assim como o sistema português era totalmente contrário a qualquer forma de administração que viesse a se formar.               No Brasil a Igreja Católica, mas os portugueses tomava a mesma postura, ou influenciando ou recebendo ordens. Era inconcebível para ambos a separação do Estado e padrões que viviam o homem na sociedade patriarcal.                                        A sociedade patriarcal aqui no Brasil é apenas um esboço da original de Portugal, onde o rei tem o controle de tudo, aqui os feudos são em menor porte, e eles devem obediência ao rei, mas sob suas terras eles continuam sendo os reis, parece que a sociedade patriarcal devia a sua herança hereditária do rei.
Vida intelectual na América Espanhola e no Brasil pag.
América Espanhola - 150 mil bacharéis
México - 7850
Brasil - 720
Demonstra segundo o nosso historiador, que não era interessante, ou pelo menos Portugal não queria que os letrados surgissem no Brasil.
A CARTA RÉGIA DE 5 DE JULHO DO REFERIDO ANO, MANDANDO SEQUESTRAR E DEVOLVER AO REINO, POR CONTA DOS DONOS. AS "LETRAS DE IMPRENSA" ALEGAM NÃO SER CONVIENITE QUE NO ESTADO DO BRASIL
Língua Geral em São Paulo
Os índios e índias passaram e a se relacionarem com o esboço e formação de vila, entre portugueses e partiram dos nativos das terras brasileiras o passo a língua dificilmente o português, ou os próprios jesuítas aprendiam a língua nativa e nem sempre havia entendimento entre eles.                                                                  O gestor estava vivendo já com os colonos e os jesuítas queriam trazê-los para seus padrões de vida católica. Menor convivência se misturava as línguas, tanto que hoje muitas palavras do português são de origem indígena.
 Sociedade Matriarcal
Consistia em que o índio vivia com o português, e nessa convivência elas estavam sujeitos a uma vida cativa, onde os filhos por incrível que pareça aprendiam a língua do pai eram comuns muitas vezes o homem não entender o que queria a mulher. Também existia a figura dos serviçais, tanto a língua portuguesa, como a língua indígena foi se transformando na Igreja, era difícil um desses letrados senhores Ada verdade conhecer a língua indígena, ou os índios conheciam a portuguesa ou existia um dedicado que soubesse amenizar a situação. Muitos dos compridos nomes inclusive de Domingos Jorge Velho, se resumia pelos índios de seu modo.                               A língua Tupi - Guarani era o predominante na imensa região que é hoje o Brasil, mas existiam outras línguas, mas o colono aproveitava a vasta opção dos guaranis, que já era mais familiarizada.                                                             Depois do convívio com os índios alguns colonos os escravizavam, a Igreja também, mas de forma a torná-los trabalhadores dóceis, a seu beneficio logo a colônia estaria em risco visto sua imensidão, e pela necessidade de trabalhadores hábeis, começaram aí, os próprios filhos da terra nascida a partir de índios e portugueses tomar iniciativas, e a querer desbravar a África para trazer escravos. Também não escaparia o Brasil, como no desbravamento e nas conquistas do interior do Brasil, o brasileiro começando a tomar iniciativa, começava a tomar as rédeas da sua terra, a identidade de uma nação não nasceria com uma elite, mas com o homem simples que formaria cidades.
"OS DESCOBRIDORES E EXPLORADORES, CONQUISTADORES DO INTERIOR DO BRASIL NÃO FORAM OS PORTUGUESES, MAS OS BRASILEIROS DE PURO SANGUE NRANCO E MUITO ESPECIALMENTE O BRASILEIRO MESTIÇO, MAMELUCOS E TAMBÉM UNIDOS A ELES OS PRIMITIVOS INDIGENAS DA TERRA. TODO O VASTO SERTÃO DO BRASIL FOI DESCOBERTO E REVELADO A EUROPA, NÃO POR EUROPEUS, MAS POR AMERICANOS.
AVERSÃO ÁS VIRTUDES ECONÔMICAS
Em nossa herança segundo o autor, valia, mas a honra, do que o lucro parecia não existir no seu ser um interesse capitalista. Um comerciante português, meso obrigado por força de uma mudança global se a necessidade de ter relações Cortez com os comerciantes, ou seja, seria um amigo ao invés de um trabalhador, seria um acordo de negócios.                                                                                                     A cordialidade sobre negócios era mais profundo nos negociantes portugueses e se num mundo capitalista o principal objetivo é o lucro, parece que nesse caso o português está em desvantagem.                                                                                Parece eu o desenvolvimento do capitalismo entre esses povos, estava longe de ser bem sucedido, não por falta de oportunidade ou de conhecimento, mas talvez por ser de sua natureza mesmo, pegar a fortuna e guardar, não investir, não querer fazer coisas novas, como de costume, ao visitarem o oriente saíram reclamando do povo que vendia comprava, enfim desenvolvia o comercio na (pag. 1042), mostrando que o português não era compatível com o modo de produção Capitalista. Este traçado o sistema que o português, ou o homem do século XVI e XVII começa a sentir, a necessidade de mudança e de expansão de mercado o português não aceitava isso, ver troca vender, oferta e procura, ele preferia tirar os canhões do navio para usar como outro procedimento ao investir um dinheiro na mesma coisa, concluímos que o português negociava, mas de forma Cortez, sem ter a ânsia de ampliar, ou de obter lucro.
O Homem Cordial (pagina.139)
"O EMPREGADOR TRANSFORMA-SE EM UM SIMPLES NÚMERO: A RELAÇÃO HUMANA DESAPARECEU. A PRODUÇÃO EM LARGA ESCAL A ORGANIZAÇÃO DE RENDIMENTOS ACENTUOU APARENTEMENTE E EXARCEBOU A SEPARAÇÃO DAS CLASSES PRODUTORAS".
O estado constitui uma instituição em que nada tem haver com a família, até porque, a família constitui moldes conservadores alheio ao que prega o esatado positivista. A família constitui mentalidade cativa pronta para servir o estado quabndo assim o precisar.                                                                                                A formação de uma nação nos moldes patriarcais com homens onde vale a honra. A forma do autor modos cortez, como dito, o homem cordial português não era compatível com o capitalismo, que já começaria a assolar o mundo. Um novo sistema estava começando a motivar as guerras e estava prestes a selar o destino do trabalhador. Quanto mais avança a tendência capitalista, mas o homem cordial vai sendo superado, mas o home em geral se vê obrigado a sair do seio familiar para dar lugar a um mais seleto mais dinâmico.                                                                          Segundo o autor, até a formação do homem num mundo onde a necessidade de aprender, desde cedo sem que seja amparado pó um ambiente familiar cheio de regalias e respeito onde se exaltava a sua condição de nobre, pode-se imaginar que a burguesia colocou esse homem para trabalhar e forma igual como todos, digamos que entre o órfão e o nobre, perdidos na selva é incomparável a esperteza do órfão de sobreviver em meio ao desconhecido.
"NO BRASIL, ONDE IMPEROU, DESDE TEMPOS REMOTOS, O TIPO PRIMITIVO DA FAMÍLIA PATRIARCAL O DESENVOLVIMENTO DA URBANIZAÇÃO QUE NÃO RESULTA UNICAMENTE DO CRESCIMENTO DAS CIDADES, MAS TAMBÉM DO CRESCIMENTO DOS MEIOS DE COMUNICAÇÃO, ATRAINDO VASTAS  ÁREAS RURAIS PARA A ESFERA DE INFLUÊNCIA DAS CIDADES - A ACARRETAR UM DESEQUILIBRIO SOCIAL CUJOS EFEITOS PERMANECEM ATÉ HOJE.
A revolução burguesa não pode ser vista como uma revolução justa e inovadora, segundo os fatos, causas nos homens a necessidade de se adaptar a essa nova formula do mundo, que seria cheia de contrastes, visivelmente nos dias de hoje. Quando o senhor da família saiu de cena, ficou a herança que vemos hoje, ainda se beneficia parentes na sociedade Capitalista. Uma herança cordial.                                                   Depois da passagem dos modos patriarcais desde o tempo da colônia, e até da formação de Portugal, estamos no Brasil atual, há como negar a veracidade da tese do auto e, as regalias no estado entre familiares, estrangeiros alegando um certo comportamento brasileiro, até muitas famílias chegam até morar junto, irmãos, casados, até durante muito tempo, provando que realmente o brasileiro atual tem no gene a herança da cordialidade.
"A MESMA ORDEM DE MANIFESTAÇÕES PERTENCE CERTAMENTE A TENDÊNCIA PARA A OMISSÃO DO NOME DA FAMÍLIA NO TRATAMENTO SOCIAL. EM REGRA É O NOME INDIVIDUAL DE BATISMO QUE PREVALCE. ESSA TENDENCIA QUE ENTRE PORTUGUÊS RESULTA DE UMA TRADIÇÃO COM VELHAS RAIZES, COMO SE SABE OS NOMES DAS FAMÍLIAS SÓ ENTRAM A PREDOMINAR NA EUROPA CRISTÃ E MEDIEVAL A PARTIR DO SÉCULO XVI".
Mas um fato marcante que ocorreu de nossa herança cordial é a respeito dos nomes onde os portugueses passavam seus nomes e sobrenome de forma tradicional há muito tempo, bem antes dos outros povos da Europa adotar e na tradição até na forma de cultura entidades, trazendo cada um para dentro de suas casas como capelas, assim como o comportamento do brasileiro de ter tudo perto a seus domínios.O brasileiro é profundamente amoroso com Deus, seus familiares e até a quem de seus negociantes, ele quer tornar tudo uma relação profunda de amor e amizade.                               O brasileiro nunca foi acostumado a distanciar e se deslocar até para a Igreja, distante, esse comportamento distante a instituições acarretaria uma dificuldade de organização por parte das entidades.                                                                     Uma população com traços cordiais, aliada a uma passividade popular, que aconteceria mudanças como revoluções, vinda de organizações, na vida por interesses próprios, e não pela camada popular. Essa mesma dificilmente se apega a ordens institucionais em agremiações hora esta a defendê-la com suas metas, ou hora simplesmente se desprende a ela.
Novos Tempos (pagina 153)
Restou a nova geração de brasileiro, a herança como vinculo familiar, difícil de organizar sobre um governo. Segundo o autor o brasileiro é inquieto, não acostumado com a monotonia, e o trabalho não é prioridade como em outros países que chega a ser uma doutrina.                                                                                               Se o brasileiro tem uma certa formação jamais num espaço de folga, ou outra conseqüência de sua vida, ele anda fora da sua área profissional, para ele terminar ali, fora é uma outra realidade sua forma de pensar e agir. Como sabemos, a nossa herança cordial, aliado com outra pacata do ser nativo, mas depende de seguir uma carreira a qual nos acreditamos ter o dom, para procurar subir ainda mais mesmo que se desvincule totalmente do inicio que procuramos.                                                   Até na formação da republica passamos por uma transformação brusca do meio rural para a cidade, tudo de forma desordenada. Enquanto em outros países, a ascensão dos bacharelados ocorria e mudaram os países, criaram leis e regras, formavam um governo, curiosamente formado por advogados.                                                    Enquanto as outras nações européias seguiam em patamar rígido e ético. Aqui nas Américas, procuravam se formar para chegar a ocupar cargos públicos, o brasileiro procura uma formação por se valer da sua cultura individual, que pode ser conseqüência do materialismo, que pode ter uma ligação entre os dois.
 O Positivismo com Sucesso no Brasil
Vendo um Brasil dinâmico de cultura extravagante ligado a bens familiares, e desligada da natureza material, o positivismo colocaria ordens ou se tornaria inflexível aos seus orgulhosos cidadãos. Seria colocada uma nova ordem, um novo sistema em que o homem cordial iria ter que se adaptar e talvez obrigado por força da ocasião se extinguir.
 "É CERTO QUE, EM SUAS CONSTRUÇÕES POLÍTICAS. OS POSITIVISTAS IMAGINAVAM CANDIDAMENTE RESPEITAR NOSSO "ESTADO PREEXISTENTE". NOSSA FEIÇÃO PRÓPRIA NOSSOS ANTECEDENTES ESPECIAIS. E ASSIM POR EXEMPLO EM UM DOUCMENTO  DATADO DE HOMERO DE 120, ISTO É QUANDO CONTAVAMOS DOIS MESES DE VIDA REPUBLICANA, PROPUNHAM QUE SE SUBDIVIDISSE O PAÍS EM DUAS SORTES DE ESTADO. E QUE PROVÊM DA FUSÃO DO ELEMENTO EUROPEU COM ELEMENTO AFRICANO E O ELEMENTO AMERICANO E ABORIGINE" E OS ESTADOS AMERICANOS BRASILEIROS.
Seria uma espécie de acordo entre uma parcela da nação que se acredita ser de um elemento propicio a governar e organizar e estaria apto a proteger a nação. Entretanto a liberdade que o brasileiro almejava não foi real, os positivistas do Brasil foram um esboço do que Augusto Corte idealizou, aliás, vários dos que tentaram colocar em prática em tudo a história não chegaram nem perto de seus idealizadores.       No seu primordial, o positivismo foi fatídico, mas quando passou por experiência, e quando tomou consciência de seu poder sobre o imaginário, para nós, eles sempre estiveram seculares, há não ser quando com se exaltava e chama atenção ai sentia-nos que estava algo errado, no geral a democracia na Brasil, além de ser importante não visava o bem popular, porque o liberalismo democrático jamais se concretizou entre nós.
 "A DEMOCRACIA NO BRASIL FOI SEMPRE UM LAMENTAVEL MAL ENTENDIDO. UMA ARISTOCRACIA RURAL E SEMI - FEUDAL IMPORTOU-A E TRATOU DE ACOMODÁ-LA, ONDE FOSSE POSSIVEL. AOS SEUS DIREITOS OU PRIVILÉGIOS, OS MESMOS PRIVILÉGIOS QUE TINHAM SIDO NO VELHO MUNDO".
Os movimentos de organização do Brasil, como as idéias republicanas eram organizadas sempre de cima para baixo, sempre militar e fato que o povo assistiu a tudo sem ao menos entender o seu significado.
Proclamação da Independência
Esse movimento como os movimentos republicanos não menos teve a participação das massas, como cita os da História do Brasil. A poderosa critica a respeito da classe popular no Brasil nos mostra e prova a passividade de um povo que viu o advento de uma formação nacional elitizada. Quando a corte real Portuguesa chegou ao Brasil, a elite rural viu-se ameaçada, mesmo com movimentos republicanos ocorrendo em toda parte pela elite. Nem a vida da Corte, nem a medo de sua hegemonia dominante sobre o Brasil pelos senhores colocaria uma ordem popular no Brasil.            Apesar de toda a beleza do conjunto dos nossos revolucionários, nada mudaria, nesse momento eles eram homens letrados, da elite o que seria mudado é que os benefícios seriam da elite local, mesmo essa elite letrada, não deixou de tomar as rédeas de sua revolução com toda a cordialidade de que seu coração lhe permitiu mesmo o príncipe D. Pedro II, não perderia o intimo de nossa herança cordial, mesmo assim, o futuro imperador daria um impulso a uma nova forma de letrados, os homens se tornariam mais cultos até certo ponto, e até certas pessoas nem todos teriam isso a seu alcance, e muitas vezes esses intelectuais não tinham experiência de realidade do mundo materialista.
*PROVAS DE NOSSA HERANÇA CORDIAL
* Acreditamos que cada um tem, ou nasce com um dom, ou um talento, igual a herança da nobreza, sabemos que o estudo e o treino podem levar qualquer um a fazer ou a se tornar um nobre.
*Associar, seu nome ou de sua família a ídolos, extremamente de destaque em uma outra sociedade sem nenhum vinculo cultural com sua terra, mas mesmo assim de forma a ter em si o nome daquela entidade, o torna mais afetivo e mais ligado a sua família.
A educação no Brasil, nesse período não seriam prioridade onde se vê nos países da América do Norte, até porque conduzir uma população em se tratando de interesses de uma minoria tendo em vista que é necessário que a maioria não esteja entendendo o que está acontecendo como quem será beneficiado com a mudança. Desde as idéias de tornar o Brasil republicano, que se acredita que o país não pode crescer há não ser com o consentimento das nações dominadoras.                                                             Parece que hoje esse conceito ainda persiste no Brasil de hoje, quando se faz políticas publicas que tira do trabalhador, mas quando o Brasil insiste em permanecer celeiro do mundo.                                                                                         Se o governo e corrompe acreditam os intelectuais de países europeus, é porque o povo permitiu, é porque o povo não estava preparado. Se não ninguém permitiria ele fazer o que não é do interesse popular, e não ilusoriamente nacional, tanto o império como a republica, em ambas as fases a massa popular sempre esteve do lado mais simpático.
“É JUSTAMENTE A ESSE RESPEITO NÃO É EXAGERO DIZER QUE NOSSA REPÚBLICA FOI EM MAIS DE UM PONTO ALÉM DO IMPÉRIO...O EUROPEU DEFINIA A VERDADEIRA POSIÇÃO DE CHEFE DE ESTADO CONSTITUCIONAL, CORROMPEU-SE BEM CEDO, GRAÇAS A INEXPERIÊNCIA DO POVO”.

 Nossa Revolução (pagina. 169)
Foram lentos, cautelosos não houve aqui nem o ensaio de uma revolução FERVOROSA, a fim de quebrar o sistema, foi algo cuidadoso, para não ferir o inimigo.Nada, absolutamente nada que prejudicasse uma determinada elite qualquer que seja e que tivesse vinculo não seriam tocados, mas fácil eles tirarem do povo para beneficiar determinadas sociedades. Com o advento das cidades, aliado a lenta mudança pelo menos há três quartos de séculos, aos poucos o mundo rural foi perdendo espaço para os centros urbanos.                                                                       Finalmente as cidades haviam se desvinculado do meio rural, esta que, portanto tempo foi o meio de exploração da sociedade feudal. Se hoje ainda temos traços de uma cultura que dá privilégios a pouco, é porque então o americano ainda não existe, ainda preferimos acreditar em histórias a uma nossa realidade, cultuamos uma coisa que será impossível de obter aqui no mundo real. A nossa revolução foi feita aproveitando o homem que estava na terra, que seria de fácil controle, para homens que tinham autonomia e negócios.                                                                                     Antes de Brasil chegar ao estágio em que as cidades dominariam como centro da nação o mundo real passou diferentes fases, e o açúcar quando foi perdendo importância, depois substituindo pelo café, cada um com sua forma.
*O café não precisava de tamanha extensão territorial, ao contrário da cana de açúcar que exigia intensas terras.
“PARTICULARMENTE NO OESTE DA PROVINCIA DE SÃO PAULO – O OESTE DE 1840, NÃO O DE 1940 – QUE OS CAFEZAIS ADQUIREM SEU CARÁTER PRÓPRIO, EMACIPANDO-SE DAS FORMAS DE EXPLORAÇÃO AGRÁRIA ESTEREO TIPADAS DESDE OS TEMPO COLONIAIS NO MODELO CLÁSSICO DA LAVOURA CANAVIEIRA E DO ENGENHO DE ACÚÇAR”.
O senhor feudal estava perdendo o seu comando, mas ao mesmo tempo via que esse lugar não era mais o seu modo de ser, mas se transformando numa forma de meio a explorar como bem material.       Os senhores se viram obrigados a se mudar para os centros urbanos, as pequenas e grandes plantações estavam caindo, começava a queda de uma sociedade extremamente rural, nessa sociedade, onde ate casas comuns tinham seu modo de subsistência, outra forma do mundo capitalista superar a feudal, foi a proibição do tráfico negreiro. Existiam senadores donos de grandes centros cafeeiros e queriam mudas para feijão etc. começava aí ter que procurar outras formas a explorar a terra.     No auge do café como as cidades estavam já a frente desses centros urbanos, até no meio de comunicação se desenvolvendo achou-se a necessidade de transportes de mercadoria para a cidade. A queda desse domínio feudal não seria na verdade tão catastrófica, pois foi lenta e articulada para que não viessem abalar o bem dos senhores, eles não fizeram uma mudança que colocaria em risco sua fortuna. Mas, perderam como centro de principal influencia no sistema que seria substituído pelo atual.
“O DESAPARECIMENTO DO VELHO ENGENHO ENGOLIDO  PELA USINA MODERNA, A QUEDA DE PRESTÍGIO DO ANTIGO SISTEMA AGRÁRIO E A ASCENSÃO DE UM NOVO TIPO DE SENHORES DE EMPRESA”.
 A Revolução até hoje única bem sucedida no Brasil, quando deixou impossibilitados os feudos, os senhores de Engenho não mudariam muito o cenário nem a forma do Brasil, continuaria a mesma hipocrisia, a mesma pirâmide social, permaneceria no topo essa elite. Infelizmente, mesmo para essa elite, como pra nós. Essa monarquia manteria seu prestigio, parece que os bens da monarquia portuguesa foram intocáveis, e até certo ponto a mentalidade arcaica também ficou aqui, parece que ficou no exterior a forma do brasileiro muito “bonzinho”.
Guerra do Paraguai
Até sobre a guerra, para o brasileiro, que não lhe falta coragem, mas intuito militar se entramos na guerra, foi porque a necessidade extrema nos compeliu a tal, até pra nós a guerra é tida como um crime, não é algo que vale a pena como por terras, expansão imperialista etc.
“AS GUERRAS ESTRANGEIRAS, COMO MÉTODOS POLÍTICOS, SEMPRE FORAM ENCARADS, PELO PAÍS COMO IMPORTUNAS E ATÉ CRIMINOSAS, E NESSE SENTIDO ESPECIALMENTE, A GUERRA DO PARAGUAI NÃO DEIXOU DE SÊ-LO, OS VOLUNTÁRIOS QUE A ELA ACUDIRAM, ERAM DE FATO, MUITO POUCO POR VONTADE PRÓPRIA...NÃO AMBICIAMOS O PRESTÍGIO DE PÁIS CONQUISTADOR E DETESTAMOS NOTORIAMENTE AS SOLUÇÕES VIOLENTAS”.
A formação de nossas raízes com elementos propícias a formação de um ser passivo e quieto, acarreta um problema na sua administração do país, que permanece da mesma, forma em que a colônia era mantida pela metrópole. As classes baixas assistiam pacificamente a transformação de uma sociedade, a partir da elite, nos menos pacifica. As nossas leis são típicas de uma mentalidade em que tudo há de ser resolvido sem medidas enérgicas, foi o Brasil o primeiro a abolir a pena de morte.                           Nossa nação da mais prioridade aos de fora, ao contrário os que fazem as nações do outro lado, onde procuram valorizar a todos, a revolução no Brasil, foi extremamente elitizada em visto dos seus costumes cordiais, meso a burguesia tem essa herança. Uma maioria, onde a sobrevivência os levam a não viver como de forma digna aos revolucionários, nem menos inteligente, nem mais inteligentes. Porque não há oportunidade igual na sociedade feudal.
“AS CONSTITUIÇÕES FEITAS PARA NÃO SEREM CUMPRIDAS, AS LEIS EXISTENTES PARA SEREM VIOLADAS TUDO EM PROVEITO DE INDIVIDUOS E OLIGARQUIAS, SÃO FENÔMENOS CORRENTE EM TODA A HISTÓRIA DA AMÉRICA DO SUL.”
Imaginar que nossos políticos, imaginam, que idealizam a igualdade entre nosso povo, é uma tola imaginação. No Brasil onde prevalece o gene da cordialidade, onde mesmo insatisfeito com as penúrias de sua vida, nada se faz para mudar, para não afetar o slogan da “Ordem”.
“AS PALAVRAS MÁGICAS LIBERDADE, IGUALDADE E FRATERNIDADE SOFRERAM A INTERPRETAÇÃO QUE PARECEU AJUSTAR – SE MELHOR AOS NOSSOS PADRÕES PATRIARCAIS E COLONIAIS.”
A revolução feita no Brasil, não foi compatível com as classes populares, nem para o bem da nação, ainda hoje damos crédito ao personalismo ou populismo de um individuo centralizados.  A humanidade veio construindo uma história violenta, como é de sua natureza fascismo, nazismo, ditadura, imperialismo etc. em vista que para o homem cordial isso é inaceitável, preferindo construir uma democracia liberal.               Claro que a teoria da cordialidade é baseada em fatos, que ocorreram principalmente no Brasil, como sabemos em nossa história. O amor que o brasileiro tanto é elogiado, não podemos esquecer de levantar uma questão. “há da subordinação”, é extremamente grande o numero de brasileiros tanto há séculos, quanto hoje, que deve obediência. Uma das formas que o Brasil procurou concertar as mazelas do passado, foi com uma ditadura, ou uma republica alheia aos problemas da nação tanto com a penúria dos escravos como os excluídos na sociedade capitalista.
“HOJE OS PARTIDÁRIOS DO FASCISMO JÁ DESCOBREM SEU GRANDE MÉRITO EM TER TORNADO POSSIVEL A INSTAURAÇÃO DE VALORES MORAIS. NÃO HÁ QUE DE CERTO PONTO DE VISTA, O ESFORÇO QUE REALIZOU, SIGNIFICA UMA TENTATIVA ENÉRGICA PARA MUDAR OS RUMOS DA SOCIEDADE.”
A esquerda seria a principal forma de revolução para o Brasil, o que nem de longe aconteceu, o que aconteceu realmente foram revoluções que inibiram o movimento da esquerda. Como sabemos aqui realmente nunca houve um movimento movido pela ideologia popular, ou sempre foi crucialmente esmagada de forma sutil.      O mundo espiritual não é real para um mundo real, onde as necessidades dependem das atitudes históricas, sempre que foi cobiçada a nossa frente um sistema, qualquer que seja, nem sempre é justo para a maioria, ou na verdade nunca foi justo.















Conclusão
O Brasil caiu num profundo atraso social, por causa do modo e da forma como os portugueses viviam, segundo o autor a revolução calvinista passou longe do Brasil, nos países capitalistas a revolução foi um salto nesse mundo economicamente.                Quem aderiu a revolução se desenvolveu mais rápido, quem continuou a dar preferência para sua honra e sua posição de nobre, há colecionar tapetes e títulos ficou para trás e levou outros mundos junto, quer dizer os portugueses viviam de uma forma e só o seu momento de glória e luxo importava. A honra a cima de tudo, tudo que como administradores do Estado era quase nulo.                                                        Segundo o autor os colonizadores não permaneceram na atrasada urbanização por conseqüência do meio, ou por falta de recursos, mas por não administrarem uma mudança na tradição cultural de seus costumes.                                                      A nossa herança vem do índio e do português, essa cultura muitas vezes mostra a realidade da cordialidade entre indivíduos de uma mesma hierarquia, como aconteceu entre a nobreza e o rei que beneficiava a sua classe.                                                      O homem cordial, mistura do índio com o português aliado os costumes do e tradições de cada um. Com o decorrer dos anos surgiu o brasileiro que seria uma forma singular com traços de dois seres, biologicamente surgiria um homem bom.           A partir do momento em que o mameluco, junto com índios, formando um homem branco ou de pele escura começou a se aventurar no desconhecido, acabava aí a fase do português, mesmo que fossem obrigados a dar satisfação ao rei. Já era sinal de uma nova nação nascendo, com os brasileiros começando a se aventurar.                            O grande trunfo de Raízes do Brasil é sem duvida o foco do perfil do homem cordial, esse tipo de homem não é compatível com as mudanças que estavam ocorrendo no caso a advento do Capitalismo, essa incompatibilidade acarretaria grandes prejuízos a Colônia, como atraso técnico, financeiro e educação nítida hoje no Brasil.                Um homem que não seria compatível com o capitalismo, mas com a tradição abstrata de sua pessoa. Mesmo sendo uma critica sobre o apático homem, dar-se a entender o advento da burguesia e do sistema por essa imposta. Foi uma espécie de impulso para esse homem sair desse modo monótono de viver, apesar do sistema capitalista, não ser nenhum sistema de igualdade ao menos quebraria com o atraso que assolava os grandes centros urbanos.                                                                        Um dado importante sobre essa obra em comparação as outras de seu tempo, esta por ter se mantido atual, foi por o autor se basear nos grandes pensadores do século XIX Karl Marx, Max Weber e Augusto Conte, o que não aconteceu com outras obras de sua época.


[1] Resenha elaborada  como parte de Atividades Complementares; Para  que possa ser  creditada  horas  
[2] Aluno do curso de licenciatura  em História da Faculdade Integradas Ipiranga, turma LHN 02