terça-feira, 14 de agosto de 2012

O Aparelho Ideológico das Igrejas








OBS: (Erro);No Blog aparece como se eu fosse professor; Na verdade ainda sou estudante de História

Pouco se fala sobre o assunto religião, enquanto mecanismo de dominação, psíquica, ideológica e cultural. Porque as pessoas podem estranhar muito, e não queira para si, a forma e a visão de quebrar a sua tradição, o seu eu como ser adquirido desse contexto. A Matrix a qual é imposto a nós, e principalmente, porque as igrejas possam ser um aparelho ideológico a serviço da reprodução das relações de dominação no caso do sistema capitalista, ou qualquer outro motivo que envolva um grupo, ou seja, a existência de uma  elite, alheia  ao  resto.
Ela atua nas famílias no cotidiano, esse cotidiano que tanto falo, é a vida da massa popular. Que através do agente religioso, cria-se uma prisão para a sua mente, seja ela por meio do (teólogo, místico ou crente). Esse agente existiu como pessoa,  num contexto sócio histórico particular, e como tal pode ser estudado,  pelo aparelho escrutinador do (sociólogo, do psicólogo e do  historiador).
Esse agente é uma pessoa normal, não é nenhum escolhido, nem tem privilégios vindos de uma inteligência superior, ou qual quer coisa fantástica. Ele apenas possui mecanismos que podem envolver a comunidade, alguns se acham escolhidos, com dons, ou se acham merecedor de levar a palavra, energia ou a verdade, ficando assim num lugar privilegiado, uma espécie de pedestal.   
Para entender a era capitalista  da história da humanidade, precisamos recorrer a um fator pouco falado,  de que o capitalismo também veio com a mudança de religião como é o caso dos protestantes, durante a reforma.
Esse fator  não mexe apenas com a superestrutura,  da sociedade, que cria muitos degraus a cima,  mas com a infra estrutura. O cotidiano, no século VXI, VXII, VXIII,  um protestante apto a trabalhar era mais interessante para um burguês do que um católico passivo, devoto e com medo de lucrar, e de perder o seu lugarzinho no céu.
Em meio à mudança, atualmente, aos olhos não críticos, mas apenas que enxergam, e analisam  os acontecimentos verídicos da sociedade, esses olhos são  dos (sociólogo, do psicólogo e do  historiador).Surgiu a filiação religiosa, o comportamento dos novos filiados nas doutrinas revolucionaria que se  direcionava para a busca material. O pequeno burguês, se tornava grande, a igreja católica que por muito tempo manteve um poder paralelo ao Estado perdeu o poder para o burguês que também queria ser cristão e encontrou na reforma um meio de lucrar sem correr o risco de ir para as profundezas do inferno devido aos seus empreendimentos  condenados pela igreja, com base na Bíblia.       
Essa mudança é nítida, e sentida até hoje nos países católicos que  permaneceram com  um grau de desenvolvimento capitalista abaixo em relação  aos  protestantes, (Max Weber). Podemos citar os EUA como exemplo, pais que nasceu protestante com os puritanos, calvinista etc.
Os países com grau de desenvolvimento capitalista elevado, foram aqueles que aderiram a reforma religiosa, e os católicos ficaram parado no tempo, isso é o básico da tese de Max Weber. O  Brasil extremamente católico vê uma Inglaterra no século XIX alavancar a sua economia, enquanto a elite imperial fazia  de tudo para  impedir o avanço do Barão de Mauá, isso é apenas um exemplo para sustentar a tese.
Na Europa, o mercado se diferenciava dos outros lugares, onde havia mercado, como na China, Índia etc. Lá eles faziam suas vendas, mas não como o europeu, que visava o lucro, a expansão do mercado e a grande produção enquanto eles, mantinham os negócios fechados entre família, e a  comunidade.
Para alimentar uma comunidade de 20 pessoas, eles  vão pescar 20 peixes, já o europeu pensava mais além, dos 20 e quanto for possível para vender. A burguesia achou no calvinismo a melhor oportunidade para se amparar e desenvolver o seu empreendimento, o que de fato aconteceu, alavancou a economia dos países protestantes fazendo o reflexo da sociedade e dos países  de hoje.    
O peso da igreja e sua ideologia são tão marcantes na sociedade, que os protestantes fizeram o capitalismo  alavancar-se no seio de sua sociedade. Pode trabalhar, pode lucrar então as pessoas comuns foram buscar bens materiais. O capitalismo também cresceu com a mudança do cotidiano. Queremos isso, nos escolhemos essa mudança.
Podemos encontrar no mínimo dois tipos de relação que envolve a fé. Uma é a dos trabalhadores do “colarinho branco”, são essas pessoas que tem emprego melhor, não sujam as mãos e quando são eleitos não dão nenhuma satisfação pra nós, esses senhores possuem na congregação uma massa menos critica e carente. 
A igreja mexe sim na educação imagine que, determinado (teólogo, místico ou crente), mande os pais educar os filhos, assim. Desde criança a se acostumar a aplicar os (donativos, dízimos ou contribuição), seja qual for a forma. Assim ele nunca mais vai deixar de contribuir para a (Congregação, Igreja ou Assembléia).
Existe congregação que ordena seus filiados a se ausentar da política, a renegar a existência de um Estado, ou até de uma nacionalidade. Logo eles estão assumindo uma atitude política, uma espécie de protesto, mas em compensação, estão induzindo os fieis a renegar uma  verdade que atinge todos nos, que é a atuação do homem no meio social.
Já a posição da igreja católica, é interessante a muito tempo excluídos das cabeças da sociedade, ela agora opina, se envolve em política e com o Estado, excomunga médico que optou salvar a mãe e sacrificar a criança. Mas não percebe que sua punição não tem os efeitos de outrora.
Quando Bento XVI afirma que  a população distorce a igreja, está errado, a Igreja de adapta as mudanças de uma sociedade que muitas vezes ela impõe e oprime. E para não se tornar obsoleta, e se extinguir ela Igreja se adéqua aos anseios da sociedade. Então concluímos que religião é ópio, é política é controle se promete muito, e pouco se faz.  
  
Sebastião Pereira Viana júnior