terça-feira, 16 de dezembro de 2014

Resenha Elaborada do Livro (História da Igreja na Amazônia. Os Povos Indígenas da Amazônia à Chegada dos Europeus.); Entregue nas “Faculdades Integradas Ipiranga". Curso: Licenciatura em História. Turma LHN02. Aluno: Sebastião Pereira Viana Júnior.




                                                                                  
                                                   
RESENHA: HISTÓRIA DA IGREJA NA AMAZONIA[1]
FASCÍCULO DA FACULDADE IPIRANGA - PROGRAMA DE LICENCIATURAS INTEGRADAS – EIXO DE FORMAÇÃO COMUM,  Belém, PA, 2014 – Disciplina: Organização Sócio Econômica da Amazônia – Capitulo 1- (p. 11-47). Os Povos Indígenas da Amazônia à Chegada dos Europeus. 

Sebastião Pereira Viana Júnior[2]
Nilton Cesar Castro de Lima[3]
Breno Bruno de Souza Pereira[4]

           
Uma avaliação sobre os povos “tribais” da Amazônia. Vários  pesquisadores tentando dar novos rumores para desvendar a cultura e a constituição social da s sociedades que viveram na Amazônia, anterior a conquista. Alguns partem de relatos dos primeiros cronistas, outros contestam dizendo que eles eram exagerados.
Percebemos alguns  pesquisadores, são estrangeiros, mesmo assim os relatos de que a conquista, ou o contato, houve traumas, prejuízos para essas sociedades. Também houve uma modificação na natureza, e a forma de viver dessas pessoas em várzeas, nos campos firmes onde alagavam até 10 metros do nível do mar etc.
Relatam também  uma Amazônia, de florestas centenárias exuberante, mas no entanto frágil, se derrubar a terra não suporta fica infértil. A Amazônia também foi modifica a muito tempo, pela colonização original, quando eles plantavam varias arvores  frutíferas da mesma espécie isso é a ação do homem na natureza e não eram os portugueses.    

1-A  ÉPOCA DO CONTATO

            A chegada dos europeus remonta de uma época e consequentemente, essa não é definitiva, nem simples ela  veem sendo construída por séculos. Não podemos afirmar que os europeus,no cão os portugueses chegaram e se instalaram, foi um longo processo burocrático, de segredo de estado, e de novas descobertas, que fizeram eles deflagrarem, o episodio da ocupação do Brasil, que na época esse expressão nem existia.
           
Porro, pp. 11

A Amazônia tornou-se conhecida dos conquistadores muito lentamente, pois o processo de exploração e incorporação do imenso território à sociedade colonial, e depois nacional demandou mais de quatro séculos na verdade ainda não terminou.

Percebemos na citação a cima que: A ocupação na Amazônia se deu por quatro logos séculos, e quando o autor fala que o domínio ou a ocupação, o processo de exploração continua ater hoje, entendemos que a Amazônia como área de cobiça ainda é alvo, dos grandes exploradores capitalistas, que persiste até em nossos dias. 


            Essa exploração histórica se deu primeiro pela sociedade colônia, depois pala sociedade nacional. E aja conflito e morte de índios. Desde no  século XVIII, Frei Gaspar, deixou alguns escritos sobre o grande rio,  no século e alguns deles com os JURUÁ e PURUS, no século XIX. No século XX, foi a expansão das linhas  telegráficas


Porro, pp. 11

Nunca será demais repetir que as consequências da ocupação da terra pelo branco foram quase sempre catastróficas para o índio. Quaisquer que fossem as motivações e os planos do colonos missionários e comerciantes, o que quer que eles deixem atrás de si foi na melhor das hipóteses, um processo de deterioração das condições sanitárias, demográficas,econômicas e finalmente culturais das comunidades indígenas. 

Na citação a cima o autor reforça que a invasão por parte dos europeus de deu de forma dramática, com consequências irreversíveis para os índios.Afetou vários setores como ele sita condições sanitárias,demográficas etc. Essa agressão ficou impune, no decorrer da historia, nem se pagaram pelas vitimas que morreram nessa cruzada.


Se quisermos traçar um perfil das sociedades anteriores a sociedade neobrasileira, temos que utilizar os relatos dos primeiros exploradores.”temos que estar atento para os relatos logo nas primeiras crônicas geralmente sucintas e cheias de vieses”.mas atualmente podemos encontrar somente as ruínas daquele modo de vida.
O nosso itinerário e a nossa cronologia serão a época da “invasão” do “saque”, “conquista”. Vale lembrar que  autor fala apalavra conquista e da colonização. Ele diz que percorreram áreas de várzeas em diversas áreas, em 1500 a 1700, como o Tapajós o Madeira , e conclui que por volta do século XIX eles chegam ao capitalismo cosmopolita. Na companhia dos naturalista e dos antropólogos europeus. Ele atenta que o modo de vida é diferente para cada região, que eles encontram em suas expedições as diversas tribos.
Não  significa que para conhecer aquelas sociedades, precisa recurar para o século XVI, as características linguísticas, e culturais que foram devassado pelos brancos em épocas remotas. Pouco sabemos dos contatos etnográfico, do processo de aculturação e a modificação do mapa etnográfico da Amazônia.
Ocorreram os chamados deslocamentos geográficos provocado pela colonização da Amazônia, o que provocou a mudança nas atividades econômicas na Amazônia. Descrever essa historia é um,a tarefa complexa, veem de uma época muito anterior  a invasão dos brancos. Essa busca é uma tarefa da Antropologia e da  Etno-Historia, para preencher o mosaico e a lacuna de povos que habituavam a Amazônia .



2-TERRITORIOS E AMBIENTES NATURAIS

A entrada do autor nesse capitulo, corresponde a historia da igreja na Amazônia, que não se detenha nas fronteiras do Brasil ela foi muito além. Ele adota o conceito de Amazônia, como sendo a Amazônia legal,( que corresponde aos estado brasileiros, que englobam essa parte de floresta. E por outro lado ela exclui as partes que corresponde aos outros países, que detém a floresta. Bolívia,Colômbia,equador, Peru e Venezuela.



Porro, pp .13

(...)...adotamos esse critério por associar os traços comuns da geografia humana regional por associar os traços comuns de geografia humana regional a uma certa concordância com a jurisdição do antigo Estado do maranhão e Grão Pará, ao qual esteve ligado o começo da atuação da igreja luso-brasileira Amazônia .


Nessa citação acima concluímos que ele vai usar a metodologia de pesquisar, somente as áreas brasileiras, até para delimitar mais a sua ares de pesquisa, tornando importante  a sua pesquisa.



A Amazônia aparentemente apresenta-se de forma homogênea, compões-se na verdade de dois ambientes naturais que condicionam dois ambientas sociais diferenciados, e posteriormente a ocupação do colonizador. 98% é constituída por planícies e a terra firme normalmente é inundada  de 10 a 100 metros do nível do mar. A floresta é muito frágil, seu solo não é o suficiente para alimentar as arvores o que pé ocorre é o HÚMUS  que ela mesmo produz por decomposição de suas partes mortas.
            Se é destruída a composição vegetal, a chova carrega o húmus e consequentemente os elementos orgânicos  do solo, que em curto prazo, perde a fertilidade de sue solo. A agricultura praticada por índios o caboclos baseava-se na derrubada e queimada, por isso predatória. O massacre a terra e essas formas de cultivar levam o desgaste da terra e com isso a pouca abundancia em colheitas. Frutos que não desenvolvem etc., esse é o primeiro eco sistema da Amazônia.
            O seguindo corresponde  a área de várzeas, PLANICIE ALUVIONAL. No leito dos rios, é uma região sujeita a inundações anuais.”(...)... é  quando a planície de terras firmes cai abruptamente á beira do rio formando rio tomando as barrancas comuns na margem direita dos Solimões”.
            As populações das várzeas, encontram no solo fértil, que é anualmente  renovado, pelo limo, devido a grande produtividade da agricultura da caça e pesca e as técnicas de armazenamento e conservação de alimentos, que as populações das várzeas desenvolveram.
 Coma conquista dos brancos ocorreu a penetração e afixação dessas culturas, levando a dizimação das populações das várzeas. Em seu lugar, iam se constituindo novas populações, já mesclada com a cultura dos europeus, geralmente índios, mamelucos, descendentes de portugueses etc.

3-  POPULAÇÃO INDIGENA ORIGENS E DISTRIBUIÇÃO


Porro,pp,16

Todos os povos indígenas da America, desde os esquimós até os patagônicos, passando pelos “ peles vermelhas ”, Astecas, maias Incas e todos os índios do Brasil são originários da Ásia e possivelmente, também da Oceania em épocas que ainda desconhecemos, mas que pode ter começado há mais de 40 mil ou 50 mil anos. 


Na citação, Porro nos dá um argumento sobre  a origem de todos os povos da América, ela fala de uma época desconhecida, mas, levanta a hipótese de uma época chegando a 50 mil anos.  


O autor levanta a teoria do estreito de Bering na época em que era uma grande camada de gelo que possibilitou a migração desses povos. Não foi uma migração maciça, mas um lento deslocamento de pequenos grupos, no decorrer de muitos milhares de anos.
Mas tarde, o homem iria por dominar a agricultura,  e consequentemente eles selecionavam as melhores sementes para plantar, essa atividade se deu em decorrência do crescimento demográfico. “As  Informações sobre as populações indígenas do Brasil no período pré colonial são de natureza exclusiva arqueológicas”
Os mais variados vestígios material, adaptação ao meio ambiente, no entanto nada dizem sobre a língua falada o que dificulta os trabalhos de investigação dessas sociedades. A disciplina etno – história, está se constituindo  é a historia dos grupos indígenas escrita a partir das noticias deixadas pelos primeiros cronistas, e também pot tradições orais indígenas.
            A população amazônica se constitui em  grandes troncos linguísticos: ARUAK, TUPO, KARIB. Atualmente, no estádio atual desses grupos não há muitas respostas sobre, de como viveram, etc., são perguntas desafiadoras para os pesquisadores. No amazonas, ilha do Marajó foram descobertos cinco fases cerâmicas correspondente a outras culturas. A quarta fase, constitui o apogeu do desenvolvimento cultural. Alguns autores supõe que os povos de cultura marajoara, tivessem se originado do noroeste da América.


Porro, pp. 21

A sucessiva decadência da cultura marajoara, que desapareceu numa época que ainda desconhecemos, mas que pode situar se entre os séculos  XI e XII e foi sucedida pela fase Aruã



A citação mostra um período na historia dessas etnias, ele relata que houve uma decadência, percebemos que muita coisa foi perdida.  



            O autor coloca que a Amazônia se diferenciava porque ela existia a organização social, e política, ele mostra como é sugerido pelas populações ainda hoje existente e pelas crônicas valiosa dos primeiros cronistas.   
           



4-ESTIMATIVA DE POPULAÇÃO


            Quase tudo que sabemos, é com base em estudos e estimativas nos últimos 20 anos, não sabemos quase nada a antropologia americana caracterizou-se até a década de 1960, pelo conservantismo, partia da ideia de que os primeiros cronista em seus relatos eram sempre exagerados. O pesquisador Kroeber o Rosenblant pesquisaram a estimativa de 3,3 e 2,0 milhões de habitantes. Steward utilizou censos parciais, e observações etnográficas.
             A escola de Berkely eles levaram em conta as observações e evidencias arqueológicas. Trabalhando com a documentação da meso-America, eles resgataram o valor historiográfico dos cronistas no tocante á demografia indígena. Outra linha de estudo é em ralação a  taxa de despovoamento de um determinado grupo indígena entre dois momentos histórico. (entre população e pré conquista )


Porro,pp.24.

Este método é o que parece oferecer melhores perspectiva de aplicação pratica no Brasil  e na Amazônia em particular, seja pela escassez de dados históricos mais rigorosos para os primeiros tempos da colonização. Seja porque algumas tribos amazônicas somente foram atingidas pelo convívio e pela contaminação em épocas tão recentes que a sua população pré conquista pode ser confiavelmente estimada 


A citação a cima relata que a perspectiva de pesquisa em relação aos primeiros momentos da colonização é escassa, ele fala a palavra  “contaminação”. Acredito que ele se refere a chegada europeia. Interessante essa visão de que os europeus contaminaram essas sociedades amazônicas, acho que no sentido cultural. 

            Darcy Ribeiro e avaliações confiáveis das taxas de despovoamento batizados por estudos de predominância em cada época e região a partir daí poderão fazer estimativas mais precisas das populações indígenas. Esse estudo relata uma fase de decadência como na America do Sul não andina onde chegou a 450 mil indígenas no momento do seu mais baixo efetivo demográfico.




CONCLUSÃO

Percebemos  no estudo feito, que vários especialistas na sociedades especialmente da Amazônia, estavam voltado para uma vida muito ligado a natureza, eles tinham um conhecimento de planta. Viviam sem em nada depender do “homem branco”.
Alguns autores relatam o drama da conquista, muitos foram dizimados, chegando a uma estimativa extremamente  como relata Darcy Ribeiro. Também percebemos para os métodos utilizados na pesquisas, alguns preferiram os relatos dos cronistas, outros criticaram dizendo serem exagerados, outros preferiram estudas a Amazônia antes da conquista.





























5 Resenha  exigido como parte da 1ª avaliação da disciplina Organização Sócio Econômica da Amazônia   ministrada pela professora:  Maria  Raimunda Martins Gonçalves .
6 Aluno do curso de licenciatura em História da Faculdade Integradas Ipiranga.  Turma LHN 02


Trabalho de: “Pratica Pedagógica ” Professora: Andrea da Silva Pastana; Turma: LHN 02 (Faculdades Integradas Ipiranga).Plano de Aula para o ensino Fundamental ASSUNTO: De Terras e de Homens.




                             










PLANO DE AULA 





Sebastião Pereira Viana Júnior
Nilton Cesar Castro de Lima
Franco Coutinho Lobato











DISCIPLINA OU PROJETO: Historia
DIA DA SEMANA: Segunda feira          DATA:__17___/_11____/_2014_____                                             
TURMAS: 601, 602,603
TURNO: Manhã
DURAÇÃO: duas horas  aulas
HORÁRIO:  7:30     AS: 9:45
SÉRIE: 6º ano
PUBLICO: adolescentes
ASSUNTO: De Terras e de Homens

                            
1 - OBJETIVO:

Geral:

*Entender o que representa a figura do senhor de engenho, quais suas atitudes, e cotidiano segundo autor.

Especifico:

*Perceber quem era a figura que resistia a instalação dos engenhos.

*Compreender o processo de mudança que ocorreu  a partir de 1710, com a crescimento da quantidade de engenhos.


2 - DESENVOLVIMENTO: (RESUMO): O senhor de engenho, seu comportamento em certos aspectos, o domínio e a família. A vida difícil nos engenhos no inicio da colonização. Nem tudo era rosas no cotidianos do senhor de engenho que andava de forma simples retratado no texto.A exigência do jesuíta Jorge Benci, que exigia melhores condições retratado no texto como confissão e matrimonio para os escravos.


3 - METODOLOGIA: Aula explicativa, com utilização de tópicos no quadro. A aula será ministrada com base no dialogo com os alunos, explicarei o texto  seguindo  o roteiro  divididos em  tópicos depois, nos concentremos na figura do senhor de engenho, e a sua relação com os escravos. O texto não explica muito, mas tem uma parte que o jesuíta cobra necessidades básicas para os  escravos.  Os primeiros 45 minutos é para explicar os outros 45 para responder.    


4 - RECURSOS DIDÁTICOS: E OU TECNLÓGICOS: quadro magnético pincel, e material digitado.


5 - AVALIAÇÃO / AULA: Será feita três perguntas para responderem. No final da aula, para fazerem em casa .

1-Em que parte do texto é mostrada o comportamento religioso inclusive de senhor de engenho? 


2-As necessidades básicas eram garantidas aos escravos? Em que trecho do texto mostra uma exigência para essas condições?

3- O que o autor quer dizer com  a frase : Mas nem tudo "eram rosas"?




7 - TÓPICOS:

De Terras e De Homens

1-O senhor de engenho

1.1-Vivia, contudo uma vida difícil

1.2-Mas nem tudo “eram rosas”

1.3-O Jesuíta: italiano Jorge Benci




8 – ANEXOS. E OBS: aqui será explicado depois da aula se o plano seguiu como foi programado
























13/11/2014
           
Texto didático para apresentar aos alunos do 6º ano


Introdução

Como o engenho modificado a zona urbana, a importância dos sobrados. Quem é o senhor de Engenho, quais são as fontes, ela trabalha com diários desses senhores, o verbo senhorial e que significa é dar poder, e ter protegido. As origens alem de ser cristão novos, era militares e comerciantes, Comercio de escravos, tanto na colônia como no império.
            Tem o liberalismo e a revolução francesa, mas era incompatível, com o Brasil era só para um grupo, o Brasil era escravista. Gilberto freire percebe o autoritarismo do senhor de engenho Casa grande e senzala ela tem um grupo que é subordinado e outro que manda, a importância dos produtos, na época era a discussão de raça, hoje a etnia cria-se uma lei de favores, as questões das relações pessoais, dentro da colônia.
Na colônia sobre saia a questão do poder do senhor  tem alianças política, que faz eles  dominar o magistrado. Em Minas, a estrutura é diferenciada, ocorre a extração do ouro monocultura patriarcalismo, escravismo, latifúndio. O engenho fazia parte da sociedade colonial uma espécie de fabricas  ele já era uma industria produziam até cachaça.Complexa relação entre casa grande e senzala, a relação é diferente há uma separação.
O corre o mito da igualdade racial, tem uma submissão e quem manda existem organizações de famílias das pessoas que fazem parte da senzala. A santa inquisição o tribunal precisava dos cristãos novos, economicamente segundo alguns autores marxistas. O engenho  era um estabelecimento complexo. Na obra casa grande e senzala, narra uma formação patriarcal.
Para os marxistas o processo de escravidão capitalista o negro não constituía uma família, os homens eram mais almejados a mulher nem tanto, alianças  familiares dentro das sociedades mão de obra agora são os negros escravos em maior escala, e livre em menor escala, existem vários tipos de escravos domésticos, de leite, etc. tipos de resistência mocambos quilombos, mantendo as praticas cultuais tudo representa uma forma de resistência.















RESUMO

DE TERRAS E DE HOMENS





Foto 1: Foto retirado do site: http://cpmg-hbr.blogspot.com.br/2010/04/cana-de-acucar-no-periodo-colonial.html. Em 13/11/2014 as 15:58
A figura representa a escala social da sociedade do acuçar,


“(...) os proprietários de engenhos, dispostos a contrair dividas procuraram multiplicar o numero de seus credores para poderem obter por empréstimos, ou por meio de vendas  fiadas, grandes somas alheias sem que nenhum tenha o direito de arrematar-lhes as suas fabricas”.

1-O senhor de engenho: É um titulo que muitos aspiram, porque traz consigo o ser servido obedecido e respeitado de muitos. Percebemos que o senhor de engenho envolvia em muitos aspectos uma figura de respeito, também não podemos negar que em nome deles muitas maldades eram executadas, só de manter uma relação de trabalho escravo para se manter-se rico já mostra a sua cruel dominação.     
Eles recebiam títulos de “Fidalgos do Reino” quando os estimavam, por parte do reino, também falaremos da relação entre elite canavieira e Estado colonial. É pois importante para você aluno que: O Brasil em sua formação sempre foi marcado por uma elite, ou seja uma camada hierárquica que se diferencia da grande massa.
Por Thomé de Souza em 1548, foi formulado num regimento metropolitano aplicado entre nós pelo primeiro governador geral do Brasil. Nasciam assim as condições para a emergência desses que comandavam a base da sociedade. Seu objetivo não era a racionalidade empresarial, mas a cumulação de escravos e terras. Fatores de honraria e poder.
“(...)...Um terço dos engenhos do Recôncavo Baiano, por exemplo. Estava nas mãos de pequenos comerciantes pequenos ou grandes que haviam decidido mudar de ramo ou manter ambas as ocupações” (...)... os senhores de engenho diversificaram seus negócios, investindo em fazendas de gado, navios mercantes e propriedades urbanas e mantendo-se atualizados sobre as cotações de açúcar em Lisboa e Amsterdã .(...)..No Nordeste, como na baixada fluminense conta –nos ainda Gilberto freire, os engenhos mais ilustres uns com os seus aeropagos outros com os seus senhores ricos e cheios de lazer para a leitura, para o latim, para a charada, se antecipam ás cidades como centros de cultura intelectual.

Percebemos no trecho que o autor coloca uma sociedade lindíssima, no entanto não devemos esquecer as condições de vida nos escravos, que viviam  as duras penas, para poder manter essa hegemonia da cidade citada a cima.


1.1-Vivia contudo uma vida difícil:  Essa gente, comendo carne de boi só uma vez ou outra, frutos pouco e bichados, raros os legumes a falta de boa comida de sal era compensada pelo excesso de doces de caju  e de mel.Senhores, iaias, mucambas e mães preta. A abundância registrada em alguns engenhos não era a norma. Os que se davam ao luxo de mandar vir alimentos do reino consumiam viveres mal conservados.

É bom lembrar que nesse trecho, o autor nos dá a ideia de que existia falta de alimento, um escassez desumana que atingia até o senhor de engenho.


Assediado pelo fantasma da fragilidade física, o senhor de engenho era ainda açoado por ataques de índios. Nos primeiros séculos de instalação da America Portuguesa. O “gentil” levantava-se queimando e destruindo engenhos e roças, volta e meia matando homens e  gados tomando a casa grande água e mantimentos.
As ameaças vindas de fora, somavam-se as internas. Senhores de engenho tinham de controlar, vigiar e punir desde ameaças de fuga a rebeliões escravas. Os engenhos aninhava-se na mata, o que se explica segundo Capistrano de Abreu, pela maior fertilidade dos terrenos bem vestidos de capa verde e pela abundancia em lenha necessários as fornalhas famintas.
Em Pernambuco instalavam-se ao longo dos rios que se concentravam na vertente do Atlântico do planalto de Borborema na zona da Mata Úmida. Não faltavam contudo observadores de época capazes de entusiasmar-se com a importância do conjunto. “engenho de água muito adornado de edifício”. Engenhos com grandes edifícios e uma igreja.


1.2-Mas nem tudo “eram rosas”: Ou canas, para sempre. Referindo-se ao cotidiano de engenhos menos abastardos. Cipriano de Abreu informa  que o dono da casa grande como toda a população masculina exceto quando viajava, andava de ceroula e camisa, geralmente com rosários, relíquias, orações cuidadosamente cozidas e escapulário no pescoço.
A despeito das dificuldades que pudessem enfrentar no quotidiano eram homens cuja gêneros e idade, parte, alias do simbolismo do poder, era reconhecida. Dizia-se deles então serem possuidores da “gentileza características dos fazendeiros” .
No centro de sua família o senhor de engenho devia irradiar autoridade, respeito e ação sob seu comando dobravam-se filhos, parentes pobres, irmãos bastardos =, afiliados agregados  e escravos.Uma esposa na maior parte  das vezes bem mais jovem movia-se a sua sombra. Na ausência do  senhor contudo assumia as responsabilidades de trabalho com vigor igual do marido.  
Nos verdes campos de cana de açúcar, um exercito aguardava instruções. As ordens do senhor de engenho eram atribuídas entre barqueiros, canoeiros calafates, carapinas, carreiros, oleiros, vaqueiros,pastores e pescadores. Dentre os seus imediatos destacavam-se o mestre de açúcar, o purgador, e um caixeiro no engenho e outro na cidade feitores de partidos de roça  um feitor –mor do engenho. Como nessa época se desprezava o espírito , um “circunspecto” capelão cuidava das coisas da alma.


1.3-O Jesuíta: italiano Jorge Benci:  Fustigava o senhor de engenho para que honrasse seus deveres em relação aos escravos: roupas, rações, alimentação espiritual, garantias para o sacramento do matrimonio, confissão e viático. (...)... por volta de 1710 ocorre um grande aumento no numero  de engenhos, em grande parte devido a melhoria do comercio internacional.(...)...Novas regiões aumentavam no circulo produtivo estimulando
























































6 - BIBLIOGRAFIA:



PRIORE Mary Del. Revisão do paraíso 500 anos e Continuamos os Mesmos. Rio de Janeiro, Campus, 2000


WEHLING, Arno e Maria José. Formação do Brasil Colonial. Rio de janeiro. Nova Fronteira ,1999.(texto1 da Unidade I)

Foto retirado do site: http://cpmg-hbr.blogspot.com.br/2010/04/cana-de-acucar-no-periodo-colonial.html. Em 13/11/2014 as 15:58













Trabalho de: “História e Suas Linguagens ” Professor: Allan Pinheiro da Silva; Turma: LHN 02 (Faculdades Integradas Ipiranga).Plano de Aula dobre o Golpe Civil Militar Ánalise da Musica Admirável Gado Novo .




                             
PLANO DE AULA 

Sebastião Pereira Viana Júnior
                           
DISCIPLINA OU PROJETO: Historia
DIA DA SEMANA: Segunda feira          DATA:__21___/_11____/_2014_____                                             
TURMAS:
TURNO: Manhã
DURAÇÃO: duas horas  aulas
HORÁRIO:  7:30        AS: 9:00
SÉRIE: 1º ano
PUBLICO: adolescentes
ASSUNTO: Linguagem e Canção: uma Proposta para o Ensino de Historia

1 - OBJETIVO: Analisar a musica Admirável Gado Novo segundo o contexto histórico que ela representa, como se deu a sua execução, e a forma de resistência que os artistas faziam.

2 - DESENVOLVIMENTO: (RESUMO): Musica Admirável Gado Novo autor
Zé Ramalho; No contexto da ditadura militar composta no final dos anos 70, ele lança essa musica, “(...)...sob a ótica da Crítica Literária Marxista. Essa linha crítica “analisa a Literatura em termos das condições históricas que a produzem”, envolvendo a luta de classes e tendo como objetivo a compreensão das ideologias presentes em qualquer obra literária”. Em cima dessa musica faremos nossa analise, até do Brasil que se vivia na época


3 - METODOLOGIA: Aula explicativa, com utilização de tópicos no quadro, e a escrita de trechos da musica. 

3.1-Segundo D’EUGENIO,  tenho que seguir o roteiro:

3.2-Leitura do texto “musica”

3.3-Levantamento inicial de informações, feito junto à classe cabendo ao professor estimular a percepção.

3.4-Qual o tema  da canção?  

R=Observa-se uma profunda crítica ao sistema que faz o mundo funcionar: o capitalismo, com ênfase na desigualdade social. E a ditadura

3.5‑Quais os elementos/figuras/categorias que aparecem na letra?

R= Massa: que é o povo, gado: Quer dizer uma vida alienada, projeto do futuro: entendo que se refere ao governo. Entre outras, mas vamos parar por aqui



4 - RECURSOS DIDÁTICOS: E OU TECNLÓGICOS: Material digitado, a musica Admirável Gado Novo.

5 - AVALIAÇÃO / AULA:



6 - TÓPICOS:


Analise

*O contexto histórico é o da ditadura militar.
*(Musica caracterizada por ser uma forte denuncia social)
*É uma musica profundamente nordestina  e ao mesmo tempo universal
*Composta no final dos anos 70, período da ditadura militar no Brasil
*Otica da critica literária marxista
* Superestrutura tese marxista, constitui um mecanismo de dominação o governo ditatorial militas sobre dominado o povo.
*Em entrevista Zé Ramalho falou que os militares abordaram ele sobre essa musica, na época ele falou que não era sobre o contexto Social da época
*A novela Rei do Gado usou essa musica para abordar o contexto social para abordar o contexto dos  Movimento dos Sem Terra (MST), fazendo uma  relação com a musica a novela é de exibida no horário das 20 horas, entre 17 de junho de 1996 e 14 de fevereiro de 1997
*É um aspecto imprescindível nesse contexto que é a manutenção desse modelo social através das alienação das massas, metaforizada na figura do gado
*A ditadura militar acabou, mas a letra da música continua bastante atual, diante do quadro econômico-político-social vigente no país.
*(Em outra visão) A palavra “massa” indica a grande parte da população que sofre a pior consequência do capitalismo que tem como maior resultado a desigualdade social: os ricos ficando mais ricos e os pobres ficando mais pobres.




Admirável Gado Novo ( Referes-se aquela geração do final dos anos 70)
Zé Ramalho

Vocês que fazem parte dessa massa  (1-Se refere ao povo)
Que passa nos projetos do futuro, (2-Se refere aos projetos  do governo militar)
É duro tanto ter que caminhar
E dar muito mais do que receber (3-O povo tem mais a oferecer do que o governo militar oferece a ele)

E ter que demonstrar sua coragem
À margem do que possa parecer
E ver que toda essa engrenagem
Já sente a ferrugem lhe comer        (4-1964 a 1985 o regime já mostrava sinais de cansaço)

Êh, ô, ô, vida de gado
Povo marcado  (5-O povo estava marcado pela ditadura militar )
Êh, povo feliz!

Lá fora faz um tempo confortável
A vigilância cuida do normal
Os automóveis ouvem a notícia
Os homens a publicam no jornal

E correm através da madrugada
A única velhice que chegou
Demoram-se na beira da estrada
E passam a contar o que sobrou!

Êh, ô, ô, vida de gado
Povo marcado
Êh, povo feliz!

O povo foge da ignorância (6- Acredito que se refere do...
Apesar de viver tão perto dela    ...regime mas tem que conviver com eles)
E sonham com melhores tempos idos
Contemplam esta vida numa cela    (7- Aqui a cela quer dizer prisioneiros)

Esperam nova possibilidade
De verem esse mundo se acabar
A arca de Noé, o dirigível  ( 8-Parece que existia um dirigível que vigiava as pessoas)
Não voam, nem se pode flutuar

Êh, ô, ô, vida de gado
Povo marcado
Êh, povo feliz!






7 – ANEXOS. E OBS:






















8 - BIBLIOGRAFIA:

D’EUGENIO, Marcos Francisco et alli,”linguagem e canção: uma proposta para o ensino de história. Revista brasileira de Historia, São Paulo, vol.7,set,86/Fev 87

Retirado do site.http://pt.wikipedia.org/wiki/O_Rei_do_Gado. Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.Em 14/11/2014 as 14;56

Retirado do site: http://www.recantodasletras.com.br/artigos/1124683. Em 10/11/2014 as 15:30. Enviado por Edsonverba em 12/08/2008. Código do texto: T1124683

Retirado do site: http://tribunadainternet.com.br/o-sempre-atual-admiravel-gado-novo-de-ze-ramalho/. Em 14/11/1214, as 15;22. (Colaboração enviada por Paulo Peres – site Poemas & Canções)

Retirado do site: http://www.trabalhosfeitos.com/ensaios/An%C3%A1lise-Da-M%C3%BAsica-Admir%C3%A1vel-Gado-Novo/482424.html,Enviado por Alyson Basílio, nov. 2012 retirado em 14/11/2014, as 15:52.




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Assinatura